Mar 31 2007
Mal secreto – inveja
- Só me permito ter inveja do que não posso ter/ser.
- Sinto inveja, mas é inveja boa!
Depois de ler o livro do Zuenir, que na verdade é um emaranhado de pesquisas literárias e antropológicas costurado com a descoberta de seu câncer, percebi que todos meus conceitos sobre a inveja estavam errados ou distorcidos. Para começar segundo o autor e nesse caso, ele tem meu aval nesse ponto (grandes merda: meu aval huhuhu) não existe inveja boa. Ela pode até ser branda e pode ser curada, mas nunca será boa. Se é desprovida de maldade deve ser admiração, mas nunca inveja.
Se sou invejosa? Mana não sei, mas lendo o livro acabei percebendo o quanto fui/sou invejada sem saber, ou melhor, sem aceitar e muito menos sem entender o motivo de tal inveja, afinal não tenho nada que outro não possa ter e como esse era pra mim o ponto principal da inveja: desejar do outro o que NÃO se pode ter. Mas o buraco é bem mais em baixo, tão em baixo que faz esse pecado ser inconfessável.
Inveja é um sentimento que demanda um árduo trabalho de se alimentar com pequenos espasmos da felicidade alheia e eu não tenho saco pra isso. (arri égua… sou muito preguiçosa para todo esse cordel). A inveja é citada por muitos historiadores, filósofos e cientistas (sim, tem ciência no meio dessa fuzarca) como o pior de todos os pecados. De boa não pode ter nada, pois não vai de encontro a UMA virtude e sim contra TODAS.
Inveja lembra o ciúme, mas também a cobiça e com os dois se confunde. É mesquinha como a avareza e mantem com o ódio uma relação tão estreita que há quem diga que uma não existe sem a outra. Porém, o melhor de tudo é: ELA TEM CURA.
Respondendo a pergunta: “Você é invejosa Ciça?”. Manazinha esquece… o livro não se chama “O mal Secreto” por acaso. A inveja é um pecado inconfessável… mas não indetectável, viu? E tenho detectado cada uma… ai, ai… talvez não devesse ter lido esse livro e continuado com minhas lentes cor-de-rosa. Égua como doi crescer! Lógico que achei uns pontinhos de inveja em mim. Poucos, muito poucos pontos. Na verdade eram tão poucos e insignificante que nem valem a pena!
P.S: Poll d’Égua encerrado. De repente a opção “me dá 5 minutinhos com ela que te trago o nome, a idade e a senha da conta bancaria” começou a ganhar votos demais e me deixou com medo.
Up-to-datando
Atenção minha gente: uma vela, uma oração, um pensamento bom para que tudo fique quieto. Nesse caso, um bebê muito do seu atrevido. Para que ele fique quieto na barriga da mãe, se aprumando, por mais umas boas semanas e pare de dar sustos na gente. Égua do pequeno. E ainda dizem que baiano é preguiçoso. Esse meio baiano tá muito do seu saliente!

Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















