Jul 29 2007
A Vaca foi pra faca
Esse é um momento muito importante na minha existência. Quando o Gui Ay Caramba ler isso vai morrer de orgulho da minha decisao:
NUNCA MAIS VOU COMER CARNE DE BOI/VACA.
Picanha, bisteca, bifinho… ok, ok, me rendo…. mas se ela não vier com um selo, recem criado por mim “nascido de parto natural”.
Exagero? Xiitismo meu pelo parto natural? Isso é pq vcs não viram o programa passado na TV ontem.
Vocês não podem imaginar o que andam fazendo com as pobres das vacas. Elas estão sendo tratadas como verdadeira éguas… (nada pessoal Manazinha). São bombadas de hormônio para engordar, engravidar, dar leite, crescer como manda o padrão estabelecido pl mercado e nem parir em paz podem mais. Estão fazendo cesarianas desnecessárias em vacas pelos mesmos motivos que fazem em humanos. Me perguntam se veterinários e obstetras em algum momento não vão acabar se cruzando nas salas de pré-operatório.
No programa a vaca é totalmente amarrada, os olhos são vendados, um corte é feito ao lado de sua anca (não é em baixo não gente) e uns cinco estudantes foram lá meter a mão nesse buraco para sentir o bezerro. Imaginem a sensação gostosa de ter seu interior acarinhado por pessoas estranhas de raca estranha e não poder fazer nada, nem mugir?
Depois, o bezerro é retirado pelas patas traseiras, balançado como um pendulo vorazmente para eliminar o líquido amniótico de seu pulmão e jogado no chão onde recebe um banho de água gelada. Quem acredita que eles aqueceram a água levanta o mouse.
Frescura… frescura… tudo frescura, eu sei. Se colocar no lugar da vaca… quanta leseira. No lugar do bezerro então? Pura idiotice. É só um animal, não é? Nem vai ficar tanto tempo com traumas assim, pois já nasce pra morrer e ir pro prato. Baitolagem acreditar que toda essa carga vai junto com ele. Vou até comer uma bisteca para desencucar… amanhã. Não… amanhã é dia de peixe, depois frango, ai vem o dia sem carne… ah, um dia volto a comer carne.
Obs2: depois de ter escrito isso passei uns 4 dias sem consegui olhar pra carne e lembrar do programa. Graças a Deus a memória enfraqueceu, mesmo assim, de vez em quando, como hoje, aquele programa me vem a mente e eu me pergunto: que merda estamos jogando no nosso prato?
Nos segundo finais da prorrogação, quando a quenga fidumaegua, catraia, lavadeira já estava mandando imprimir os tickets ela vira pra mim e diz:


Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















