Jan 31 2008
Maldito Murphy
Sabe quando acontece uma coisa chata, mas muito chata na sua vida, e você fica triste arrasada e sem vontade de fazer nada? Ai você fica esperando o peso no peito passar e poeira baixar? Mas a vida nao espera, passa, ou melhor, te atropela. Outros assuntos insistem em se manter distantes de sua mente e como aquilo que te atormenta não pode ser falado abertamente aqui, porque minha mãe bem ou mal lê isso e vai cair dura e preta lá em Belém quando souber, o jeito é ficar olhando essa tela vazia na esperança de algo bom aconteça e se sobreponha.
Pausa para os inimigos darem gargalhadas de satisfação com minha desgraça
Estava calma, feliz, alegre, quase satisfeita pois do jeito que estava não poderia piorar. Ledo engano. Pois piorou! Nada como a quinta Lei de Murphy desfilando na sua frente linda, soberba e rosa, rindo da sua cara e ainda gritando do alto de seu salto 15: “Mona querida… A MONA”. Ciça sua desinfeliz, não é MONA, forma meiga e carinhosa de alguns gays referirem-se a outro. Murphy não era gay e se fosse tu não tens nada com isso, vai cuidar do teu furico e deixa o dele em paz. Ele gritava NONA… a nona Lei de Murphy: “Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.” Te fode égua!!!
Ok, gente, ok… calma. Não precisa ficar nesse alvoroço todo (sic!)*. Não é nada assim tãããão sério, ainda. Ainda (repito e friso) não roubei, não matei, não esquartejei, não estuprei, não arrombei, surrupiei, abusei, futriquei, amasiei, assassinei, esfolei e muito menos, na verdade o pior de todos, não comi ninguém. Então, volto no próximo jorro de oxitocina.
Lembrando sempre da nonagésima nona e última Lei de Murphy: Sorria! Amanhã será pior
*Não sei direito o que é esse “sic” mas achei fresco e resolvi usar.
Não sou enóloga. Não sou enóloga. Repito, não sou enóloga… mas também não sou lesa, sei apreciar o que é bom e identificar o que presta e o que não presta… Quer dizer, pelo menos as vezes. Faz-se necessário frisar bem a questão do meu porco e parco conhecimento de vinho, para evitar neguinho sair dizendo por ai: “Espia só a pavulagem da pequena… até ontem tava tomando leite de onça aqui com nós e agora tá se achando lá pela França.” Nao é nada disso. Mas se em Roma, faça como os romanos, na França não deve ser diferente!
Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















