Apr 28 2008
Coisas que só acontecem comigo!
Hoje, dia 28 de abril de 2008,
- Dia da Educação (Brasil)
- Dia da Sogra (Brasil)
- Dia da Caatinga (Brasil)
- Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (Brasil)
- Fé Bahá’í: Jejum de Jamál (Beleza) – Primeiro dia do terceiro mês do calendário Bahá’í
- Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho – Criado por Resolução OIT – Organização Internacional do Trabalho.
- Roma antiga: Início dos três dias do Festival da Florária, em homenagem à Flora, deusa das flores.
estou inaugurando aqui uma nova categoria, uma tag, nesse blog: “Coisas que só acontecem comigo”. Seja bem vinda… palmas para ela manozinhos! E em comemoração a esse dia, no topo da lista ficará o causo acontecido comigo semana passada, quando fui a Frankfurt, para o jantar da perfeita anfitriã Aninha Krueger, de trem.
Moro na fronteira da França… na verdade moro na França fronteira da Alemanha, mas ainda não acostumei a pensar assim. Era início de férias da primavera na França. A plataforma onde eu esperava meu trem, era a mesma onde estava para chegar o expresso para Paris. Por muita consideração a Ana (nem deveria, a égua copiou a idéia do meu post), não dei uma de “João sem Braço” e subi, “sem querer” no trem errado. Então vocês imaginem: de um lado turistas alemãs indo para Paris escarrando chiquesa, de outro turistas franceses eleganteeerrrimos, com seus modelitos da moda, sacolas Louis Vuitton e mochilas prateadas. Fechando a cena, executivos quase ricos (se fossem ricos de verdade tinham pego um helicóptero) de paletó, gravata e lap-top indo para suas reuniões em Frankfurt, a capital dos negócios.
Toda aquela agitação… todo aquele fleur de primeiro mundo no ar, quem senta ao lado da Ciça??? Um pobre fudido, FEDIDO, com umas “saculinhas de prástico” podre. ÉEEGUA maninho, quis a morte! O trem lotado, não tinha como trocar de lugar, não tinha como abrir a janela, não dava nem pra respirar pela boca porque as bactérias, líquens, fungos e protozoários estavam fazendo a festa naquele cidadão a meu lado. Até hoje meu estomago ainda embrulha só de lembrar do pixé do homem. Lá pelas tantas ele me tira da sacola uma garrafa de refrigerante e um sanduíche enrolado em um pano de prato que eu usaria para limpar o chão da minha garagem. Pensei comigo:
- Senhor, o que eu fiz para merecer isso?
O Senhor não respondeu, mas deve ter sido uma coisa muito ruim, pois algum tempo depois ele me tira daquela sacola uma caixinha de morangos. POTAQUEPARILIS, como se não bastasse a ilharga do homem, agora era a ilharga com cheiro de morangos biológicos. Se ele lavou os morangos? Minha gente, ele deveria está sem se lavar a semanas, vai lá se preocupar em lavar os morangos. Mas sabe uma coisa que eu tomei reparo, porque as outras eu nem precisei tomar: ela era fedido… MUITO fedido, mas não jogou nenhum do lixinho dele no chão. Foi tudo de volta para a sacola, inclusive os talinhos do morango!
Gastei metade da miniatura do meu perfume nessa viajem de ida e a outra metade na de volta, porque adivinha? O mesmo cenário: executivos, turistas e dessa vez eu estava no trem com destino final em Paris e a “coisa” a meu lado também deve ter feito um pacto com a imundice como o outro. Era demais para minha cabeça, ou melhor, nariz. E esse nao era um burraldo como o primeiro aparentava ser (estou dando o beneficio da dúvida para não dizerem que estou julgando o cara por sua aparência e fedor). O cara conversou um bocado com o pequenozinho a nossa frente (estávamos naquelas cadeiras de frente uma para outra) e ele era até culto e inteligente, mas fedorento. Dei graças quando o pequeno da frente desceu e eu tomei o lugar dele, pois estava sem coragem até virar o rosto da janela com medo do bafo,
Eu sei… vou arder no mármore do inferno. Tirei fotos do caras. PUBLIQUEI. Ah mana, com esse estágio aqui na terra, a ilharga de enxofre lá dos quinto dos inferno não é nada!
Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















