Jul 30 2008
No calor da noite…
- Mas você é uma paraense…
…junto com
- Uh, a Senhora não entendeu o que eu disse. (traduzindo= a senhora não entende alemão)
Passará a desfilar no topo da minha lista de “Frases capazes de me tirar do sério”.
Amo calor… adoro sol. Lutei com todas as forcas de meu ser nos últimos dias para não ficar estirada na grama dourando meu corpo sarado, malhado e abençoado que Deus (sic!?) me deu. Não por ter de arrumar a casa, fazer comida, passar roupa… nada disso. Com sol brilhando lá fora essas atividades mundanas se tornam mais mundanas ainda e despencam para o décimo lugar na escala de prioridades, que vai até cinco. Mas não queria entupir a galeria do meu Projeto com fotos de meu corpo sarado, malhado e abençoado que Deus (sic!) me deu. Ficaria muito repetitivo.
Sol e calor nunca forma problemas para mim. Enquanto o povo se abafora e derrete, sou capaz de desfilar linda, soberba, perfumada, glamurosa e feliz em 35°C sem problema nenhum. Não faço questão de carro com ar-condicionado. Defendo a tese do suor limpo e perfumado… ok, não fedido. Adoro o frescor do vento batendo no sovaco e aquelas gotinhas de suor acumuladas sobre o lábio.
O que eu não suporto é DORMIR NO CALOR, égua aí eu morro. Durmo o mais natural possível (espia como estou fina hoje, poderia ter escrito pelada, mas não fiz), sem lençol pq não aguento abafamento de ordem temporal na madrugada, só animal, e mesmo assim com direito a banho geladinho depois!
No Brasil a briga é feia: Bernardo detesta o barulho do ar-condicionado, o “frio artificial”, não me deixa ligar. Em nossas primeiras férias no Brasil ficamos em um hotel onde a chave do quarto era também a chave do ar-condicionado, ou seja, quando se saia e trancava a porta, o ar desligava… É-GU-A, só nao mudei de hotel na mesma hora pq já tínhamos pago.
Em Recife, certa vez, depois de muito choro para deixar o ar ligado… o bicho não gelava. Tive um chilique do piricotico as 3 horas da madrugada, e fiz me trocarem de quarto duas vezes até achar um ar forte o suficiente para me satisfazer.
- Ah Ciça, então ai na França você não tem esse problema!!
TENHO… e ontem a noite foi o inferno de Dante na minha cama, infelizmente, não no sentido carnal. Égua do calor!!! Não conseguia respirar, o corpo todo melado de suor (ui) mesmo depois do segundo banho GELADO, fui querer abrir as janelas e…
- NAAAAAOOOOOO… os mosquitos vão me comer!!!!
- Vapaporra com os mosquitos eu preciso de AR, estou morrendo de calor!
- Mas você é uma paraense!!!
Cansada, melada, morta de sono, sem forca para argumentar e lembrando desse episódio peguei meu travesseiro e fui dormir no balcão onde uma fresca brisa de verao embalou meu sono e nenhum carapanã em atacou. Se atacou, não percebi, sou uma paraense esses bichos não me assustam!!!
P.S: Sim, vesti uma camisola!
















Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















