Aug 31 2009
Paris… Paris…
Vocês acham que o jet-lag é desculpa? Maninhas… sentem pra ouvir…
Para começar gostaria de dar duas dicas basiquerrimas a vocês futuros turistas em Paris:
1- Não inventa de sair de salto alto!
Meio alto? Não
Anabela? Não
Alto mas grosso e super confortável? NÃO
Pelamordenossasenhora… não teimem… SALTO NÃO, entenderam? ok, você está acostumada a sair de scarpin até para o supermercado, mas mescuta pequeno… baixa teu fogo. Também não precisa apelar pra tênis (eca!). Comprem uma rasteirinha bem fashion e você ficará pronta para abalar Paris em chamas!
2- Não façam a unha do pé na véspera da viagem.
Mesmo que você nunca sofra acidentes… mesmo que sua manicure seja “a alicate de ouro” do pedaço, mesmo suas unhas estando em petição de miséria, não catuquem as pobres coitadas ou vocês correrão o risco de chegar na cidade luz direto para uma farmácia atrás de uma pomadinha para passar no cantinho inflamado!
Entenderam? Ótimo… essas dicas eu peguei de uma idiota teimosa que vocês não conhecem e nao adianta perguntar, quem!
Essa viagem estava a muito sendo programada pela “Panelinha”, grupo fechado, restrito, limitado, quase secreto deu, dela, dela, dela e Pri e Thamie… que são normais e não tem vida na internet. O destino era certo: PARIS. Não ha lugar melhor no mundo para combinar conosco! Ma e Pri não foram… perdemos todos… mas a próxima essa panela tem de está cheia!
Paris… Paris… o que dizer daquela terra que nunca tenha sido dito? Manas, eu me sinto em casa alí. Devo ter sido uma parisiense nativa, sangue puro, quase Madame em uma vida passada. Pra começar mal pisamos por lá e tentaram nos passar o “golpe do vigário”, DUAS VEZES. Fala se não é pra se sentir em casa!
PAUSA
O golpe do vigário parisiense: o cara joga uma aliança grossa, supostamente de ouro aos teus pés, sem você perceber. Te mostra, junta, vê ser de outro, “pergunta” se ela é sua e tenta de devolver por uma pequena quantia.Tu juras que quatro brasileiras, macacas velhas do cú pelado iam cair em uma dessa? Pobres coitados!
DESPAUSA
Nós tínhamos um roteiro programado, mas o importante era estarmos juntas sissintindo o quarteto Sex and the City. Passeamos, andamos… andamos… andamos… égua mas a gente andou, vou te contar, viu? Fomos a várias lojinhas do centro, amoçamos em um café tipico francês, onde o pequenozinho da mesa ao lado, começou a puxar papo. Gatinho até, mas eu não dava pra ele. Tiramos fotos e eu jurei mandar essas fotos… mas perdi o e-mail do pequeno. Se alguém ai conhece algum egipcio, que more em Londres, esteve o último final de semana em Paris e ficou de saliência com quatro brasileiras gostosas no Café Place du Marche St. Honore, pede pra ele entrar em contato comigo!
Foi uma viagem abençoada pelo próprio Jesus… SIM, nós encontramos Jesus na saída da Concorde… ele falou conosco, tocou nossos corações… inundou (molhou?) nosso ser (ser? na minha terra chama prexeca!) com suas graças. Amém, Senhor… Amém… De quebra ainda operou um milagre e fez aparecer bem a nossa frente uma limousine rosa. Obrigada Senhor… a próxima vez, me jogo a seus pé… dentro da limousine, lógico!
Depois de passar o dia batendo perna, Ciça, se achando “A Gatinha” resolve acompanhar, por livre e espontânea opressão, que fique bem claro, as baladeiras profissionais a uma disco local. Nossa escolha, quer dizer, a delas, eu só fui para acompanhar, foi pela Cab. O guia dizia: “Depois da uma da manha, é o local mais quente e chique da cidade”. Quente era bondade… o local ferveu e a tempos eu via tamanha concentração de homem bonito por metro quadrado. Jesus me chicoteia! Mas bate com gosto mano, porque eu tava possuída! Deve ter sido a vodca com Red Bull pois dancei, dancei, dancei até as 5 da manha sem pedir pra ir embora. Minhas companheiras ficaram muito orgulhosas de mim e começaram a estudar a possibilidade de me aceitarem na OBA, Ordem da Baladeiras Arrasantes. Uma organização, sem fins lucrativos, que tem por objetivo badalar mundo espalhando uma mensagem de beleza, charme, elegância e glamour aos reles mortais!
Mas meu ingresso na Ordem foi barrado quando no dia seguinte eu apareci toda esculhambada… não mana, prestenção… não é cansada não… é esculhambada MESMO. Umas “zolheiras” batendo no queixo… enquanto minhas quase irmas na Ordem fit, no pique total, frescas e maravilhosas depois de lavar o rosto estavam prontas para encarar o dia. E eu… Bom, digamos que eu tenha dado graças a Deus por ter um Starbucks com um SOFÁ a cada esquina de Paris…
- Ciça minha linda, você está bem? Tá tão pálida!
- Sim maninhas… eu só não estou sentindo meus pés, pernas, metade das minhas coxas, dá uma olhada e me diz se todos meus dedos estão ai! Alguém pode, por favor, pedir para esses turistas pararem de falar tao alto! E desliga esse sol… pra que brilhar tanto?? Égua do pequeno!
Manas, eu tô veeeeelha!!!!!
Dois litros de café depois, e mais três a cada pit-stop, chegamos a torre, que não é Babel, mas sob seus pilares ouve-se todas as línguas possíveis e imagináveis: TORRE EIFFEL. Linda, linda, linda… mas em um domingo de manha, sem chance de subir sem gastar no minimo três horas na fila! E eu não tava podendo, né manas?
Andamos até o Sena,e foi só colocar o dedinho naquela água para as forcas voltarem a meu corpo. Maninhas vocês não tem noção… ÁGUA DO SENA É MILAGROSA!!!! Gurus locais, Dior, Chanel, Vuitton, Saint Laurent, seres evoluidissimos, confirmam seu poder de curar do mal olhado a espinhela cansada! Trouxe uma garrafinha para eventualidades!
Depois fomos andar no Bateaux Mouches. Passeio esse que eu aproveitei pracarai! Égua me chicoteia Jesus (o francês e o brasileiro…). Mas tirando a murrinha, é um passeio meio chatinho. principalmente pra quem já atravessou baia pra Soure. Poderíamos muito bem ter ficado sem ele.
Passamos o resto da tarde e noite no Champs Elysee, outra Babael, fazendo compras. Sephora, Louis Vuitton… o trivial, vocês entendem! Para quem mora na Alemanha, ou do lado, nada ali é novidade. Ok, a Sephora tinhas produtos maravilhosos que aqui (lá, Alemanha) não tem, mas com preço lá em cima… saí só com três sacolinhas, bem esmirradinha! O mesmo na Louis Vuitton: as mesmas coisas daqui com preço igual ou maior. Comprei duas bolsinhas, bem baratinhas, só pq a “saculinha” deles tem escrito Louis Vuitton PARIS.
Não fomos a nenhum restaurante que queríamos… nem na Christian Louboutin. Acho que teremos de fazer um Panelinha em Paris 2.0 – o retorno!
2010 nos aguarde! Mas dessa vez…
P.S: Para ver as fotos (ainda não estão todas no ar) basta clikar nos quadradinhos alí em cima, ou na minha galeria do Flickr


Em 2000 sai de Belém para Alemanha, fronteira da França. Em 2006 cruza a fronteira e se estabelece em um pequeno vilarejo frances. Mãe do Johan Guilherme (16 anos) e Manrique Carlo (6 anos), esposa dedicada (é?) e feliz. Ex-professora atualmente trabalha como executiva (executando tarefas domésticas), blogueira e objeto sexual do marido.















